Engenharia do caos: prepare seus sistemas para qualquer situação 

O desenvolvimento de sistemas e aplicações é como caminhar em uma corda bamba, onde o inesperado é parte do jogo. Aqui entra […]

16 janeiro, 2024
Engenharia do caos

O desenvolvimento de sistemas e aplicações é como caminhar em uma corda bamba, onde o inesperado é parte do jogo. Aqui entra o conceito de Engenharia do Caos, uma abordagem que testa a resiliência dos sistemas de maneira proativa. 

  • Para dimensionar, o Chaos Engineering é como transformar a incerteza do processo de desenvolvimento de um sistema ou aplicação em uma vantagem competitiva. 

Mas como isso é possível? 

Falamos de um método que vai além do teste de estabilidade convencional. Ele explora e fortalece a robustez dos sistemas em cenários extremos. 

Quer entender mais? Continue a leitura para descobrir como essa prática pode se tornar um pilar fundamental na garantia da estabilidade e eficiência dos sistemas que você gerencia. 

Engenharia do Caos: o que é? 

A Engenharia do Caos é uma abordagem sistemática que desafia a robustez e resiliência de sistemas, colocando-os sob condições extremas de estresse. O objetivo é identificar e corrigir pontos fracos antes que se tornem problemas em cenários reais. 

Na prática, essa metodologia envolve a criação intencional de situações caóticas e imprevisíveis dentro dos sistemas, para testar como eles reagem sob pressão. 

Como o que, por exemplo? Trata-se de simular falhas em componentes críticos, gerar picos de tráfego inesperados ou realizar interrupções em serviços-chave. 

O intuito do Chaos Engineering é antecipar falhas. 

Assim, é possível garantir que os sistemas estejam preparados para suportar condições adversas — tudo isso sem comprometer o desempenho. 

Um exemplo emblemático de aplicação do conceito, que ganhou popularidade nos últimos anos, aconteceu na Netflix. 

A gigante do streaming implementou uma ferramenta conhecida como “Chaos Monkey”, que desativa aleatoriamente servidores para testar a resiliência de sua infraestrutura. 

Apesar de “extrema”, essa prática ajuda a garantir que o serviço da empresa permaneça estável e confiável, mesmo diante de falhas inesperadas. 

Trata-se da disponibilidade de serviços como âncora para o sucesso. 

Os princípios da Engenharia do Caos 

Ao contrário do que o nome sugere, a Engenharia do Caos é uma metodologia organizada e sistemática. 

Embora envolva introduzir incertezas e desordem, tudo é feito com base em princípios bem definidos. 

Vamos explorá-los para entender melhor? Confira: 

Crie uma hipótese 

O primeiro passo é formular uma hipótese clara. 

Pergunte-se: “O que aconteceria se um componente específico do sistema falhasse durante um pico de carga?” 

Por exemplo, imagine que você gerencia um sistema de e-commerce. 

Sua hipótese poderia ser: 

Se o servidor de banco de dados falhar durante a Black Friday, o sistema de backup assumirá sem interrupções perceptíveis para o usuário.” 

Identifique e modifique variáveis de eventos 

Aqui, você identifica as variáveis que podem ser alteradas para testar a hipótese. 

No nosso exemplo, você poderia modificar a carga de tráfego ou desligar o servidor de banco de dados principal. 

Essa etapa requer um entendimento profundo dos componentes do sistema e de como eles interagem. 

Realize o experimento 

Por fim, você conduz o experimento e observa os resultados. 

No caso da nossa hipótese de e-commerce, você simularia uma falha no servidor de banco de dados durante um teste de carga. 

Será que o sistema de backup entra em ação como esperado? Os clientes experimentam algum atraso ou falha no serviço?  

Automatize experimentos para execução contínua 

Após o teste inicial, é crucial automatizar a execução do experimento. 

Na prática, garantimos que o teste não seja um evento isolado, mas uma parte contínua da operação. 

No exemplo do e-commerce, você poderia perguntar: 

Como podemos garantir que o sistema de backup sempre assuma de forma eficiente, independentemente da hora ou do dia?” 

Automatizando o experimento da falha do servidor de banco de dados, você pode avaliar regularmente a resiliência do sistema em condições variáveis, garantindo uma avaliação contínua da eficácia do backup. 

Seria uma lógica semelhante ao case que mencionamos, do “Chaos Monkey”. 

Minimize o impacto 

Um princípio vital da Engenharia do Caos é minimizar o impacto dos testes

Ainda em relação ao exemplo, isso significa garantir que o experimento não afete negativamente a experiência do cliente. 

Você poderia se perguntar: “Como podemos simular a falha sem causar interrupções reais nas compras dos clientes?” 

Isso pode ser feito limitando o teste a um subset controlado do sistema ou realizando-o durante períodos de baixo tráfego. 

Meça o impacto 

Finalmente, a medição do impacto é essencial para entender a eficácia do experimento. 

Para finalizar, ainda no nosso exemplo, após simular a falha do servidor, é crucial analisar:  

O sistema de backup funcionou como esperado? Houve atrasos ou erros nas transações dos clientes?” 

Mensurar tais resultados nos ajuda a entender não apenas se o sistema atendeu às expectativas, mas também onde melhorias podem ser realizadas. 

Engenharia do Caos: por que e como utilizar? 

Nesse artigo, falamos de uma ferramenta essencial para qualquer gestor de TI que deseja aprimorar a resiliência e confiabilidade dos sistemas. 

Que tal conhecer os benefícios e o impacto dessa prática? 

Identificação proativa de falhas 

A Engenharia do Caos permite identificar proativamente as falhas nos sistemas — e provavelmente esse é seu principal benefício. 

Desse modo, ao simular cenários de falha, você antecipa problemas antes que eles ocorram em um ambiente de TI, o que favorece o planejamento de capacidade e sistemas

Lembra do exemplo do e-commerce? 

Nele, fica evidente que o Chaos Engineering ajuda a identificar pontos fracos no sistema de backup antes que uma falha real do servidor aconteça. 

Aumento da resiliência 

Testar os sistemas em condições extremas aumenta significativamente a sua resiliência. 

Ao entender como seu sistema reage sob estresse, você pode fazer ajustes que garantem a estabilidade durante picos de tráfego ou falhas inesperadas. 

Melhorias na infraestrutura 

Outro ponto importante da prática do Chaos Engineering é sua capacidade de revelar insights valiosos para melhorar a infraestrutura de TI. 

São dados ricos, que apontam melhores direções para otimizar o uso de recursos, reforçar áreas críticas e melhorar o desempenho geral do sistema. 

Relação com a observabilidade 

Vale também apontar o valor da dobradinha entre observabilidade e o Chaos Engineering. 

Com maior potencial de visualização da sua infraestrutura, você pode monitorar o comportamento do sistema durante os testes de caos, permitindo uma análise detalhada do desempenho e da resposta do sistema em várias condições. 

Em resumo, a Engenharia do Caos não se limita a um mero “teste de força do sistema”. 

Cada vez mais, prova-se como uma prática que traz melhorias contínuas, aumentando a confiabilidade e a estabilidade do ambiente de TI. 

Ao adotar essa abordagem, você não apenas prepara seus sistemas para enfrentar o inesperado, mas também impulsiona uma cultura de inovação e melhoria contínua. 

Portanto, para gestores que buscam elevar o nível de suas operações, a Engenharia do Caos é uma estratégia imperdível. Que tal implementar em seu negócio? 

Para continuar conhecendo outros conceitos importantes e inovadores dentro da gestão de TI e do desenvolvimento de aplicações, continue de olho em nosso blog! 

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