Logs, métricas e traces: os 3 pilares da Observabilidade
Entenda os pilares da Observabilidade e as principais ferramentas da Grafana Labs para cada etapa da jornada.
A observabilidade tornou-se uma prática fundamental para as equipes técnicas que buscam compreender e solucionar os desafios complexos de operações de TI modernas. Ao oferecer uma visão holística e detalhada do comportamento dos sistemas, essa abordagem permite que as equipes de operações identifiquem e resolvam problemas de forma eficiente.
Assim, a observabilidade permite que as equipes monitorem, analisem e otimizem o desempenho, confiabilidade e eficiência de seus sistemas em tempo real. Por isso, te encorajamos a saber mais sobre o que é observabilidade e por que ela é importante para o negócios.
Neste artigo, exploraremos os três pilares da observabilidade - logs, métricas e traces - e como cada um deles contribui para a compreensão do comportamento dos sistemas. Além disso, com o intuito de auxiliar profissionais técnicos na sua jornada de observabilidade, vamos associar cada pilar às ferramentas da Grafana Labs.
Quais são os 3 pilares da observabilidade?
Para garantir a visibilidade completa e a resiliência de sistemas distribuídos, a engenharia de software baseia-se em três tipos fundamentais de dados de telemetria. Embora o verdadeiro poder da observabilidade esteja na correlação entre eles, é essencial compreender primeiro o papel e a natureza de cada componente estrutural.
Logs: entendendo o contexto histórico
Os logs são registros detalhados de eventos e ações nos sistemas, oferecendo uma visão minuciosa das atividades nas aplicações e infraestrutura. Sobretudo, eles são fundamentais para solucionar problemas e compreender o comportamento do sistema.
Há três tipos principais de logs: binários, estruturados e de texto simples. Entre eles, os de texto simples são os amplamento utilizados. Mas, os estruturados estão se tornando mais populares devido à capacidade de adicionar metadados para facilitar consultas.
Inegavelmente, os logs são, geralmente, a primeira fonte de informação quando há necessidade de investigar problemas no sistema. Não apenas são essenciais para solucionar problemas, como também desempenham um papel crucial em auditoria, conformidade e segurança.
Essses registros possibilitam o monitoramento de atividades suspeitas, asseguram conformidade com regulamentações e políticas internas. Além disso, fornecem dados fundamentais para análises de segurança, permitindo a detecção e resposta imediata a incidentes.
Ferramentas como o Grafana Loki, uma plataforma de agregação e consulta de logs, simplificam a coleta, gerenciamento e análise de logs. Como resultado ela oferece aos profissionais técnicos insights precisos e oportunidades de otimização em suas operações de TI.

Fonte: Grafana Products - Logs
Ademais, o Grafana Labs também oferece recursos avançados, como alertas baseados em logs. Isso permite que as equipes reajam rapidamente a eventos importantes e reduzam o tempo de resolução de problemas.
Métricas: Medindo o desempenho
Dentre os pilares da observabilidade, as métricas desempenham um papel fundamental na compreensão do desempenho e na monitorização da saúde dos sistemas ao longo do tempo. Dessa forma, elas possibilitam às equipes acompanhar o uso de recursos, detectar tendências e identificar anomalias antes que se tornem problemas críticos.
Em tratando-se de valores numéricos acompanhados no decorrer do tempo, as métricas são usadas para mensurar o estado ou desempenho de uma aplicação. Isto é, elas trazem características como nomes, informações de data/hora e indicadores-chave de desempenho (KPIs).
E, essas métricas são essenciais para entender o comportamento dos sistemas e tomar decisões de negócios embasadas em dados. Elas fornecem insights valiosos sobre a utilização de recursos, a eficácia das operações e o impacto das mudanças de infraestrutura e código. Com métricas claras e painéis intuitivos, as equipes podem identificar gargalos de desempenho, prever problemas futuros e garantir a escalabilidade e confiabilidade contínuas dos sistemas.
Por exemplo, com o Grafana Metrics Enterprise podemos coletar, armazenar e visualizar uma ampla gama de métricas de forma eficiente e escalável. Essa ferramenta nos permitem criar painéis personalizados, alertas proativos e análises detalhadas. O que, sem dúvidas, capacita as equipes a tomar decisões informadas e otimizar o desempenho dos sistemas de forma contínua.

Fonte: Grafana Products - Metrics
Traces: seguindo o fluxo de execução
Os traces permitem que as equipes rastreiem o caminho de uma solicitação através de sistemas distribuídos e complexos. Eles fornecem insights valiosos sobre o desempenho e o comportamento das aplicações em escala. Isso permite que as equipes identifiquem gargalos de desempenho, otimizem a latência e melhorem a experiência do usuário.
Ou seja, os traces oferecem uma visão detalhada do tempo gasto em cada etapa de uma solicitação, permitindo identificar estrangulamentos, otimizar a latência e melhorar a escalabilidade e confiabilidade dos sistemas.
Em síntese, com traces definidos e ferramentas avançadas de análise, as equipes podem diagnosticar problemas complexos, entender o impacto de mudanças no código e infraestrutura, garantindo uma experiência excepcional ao usuário.
Com o Grafana Tempo, uma plataforma de tracinamento distribuído de alta disponibilidade, podemos capturar, armazenar e analisar traces de forma eficiente e confiável. Isso nos permite entender o fluxo de trabalho das aplicações, identificar problemas de integração e garantir uma experiência consistente para os usuários finais.

Fonte: Grafana Products - Traces
Como os três pilares da Observabilidade funcionam em conjunto?
A verdadeira observabilidade, essencial para a engenharia de software com qualidade moderna, acontece quando esses três elementos são correlacionados para criar um fluxo de investigação ágil e contínuo.
Em uma arquitetura distribuída de microsserviços, tentar resolver um incidente analisando dados fragmentados gera atrasos críticos.
Assim, a sinergia entre os pilares segue um ciclo estruturado de troubleshooting, focado em reduzir drasticamente o Tempo Médio de Recuperação (MTTR):
- Métricas disparam o alerta (O que está acontecendo?): o fluxo de resolução geralmente começa com uma anomalia. Uma métrica em um dashboard indica, por exemplo, que a latência em um serviço de checkout saltou de 200ms para 4 segundos, ou que há um pico repentino na taxa de erros (Error Rate). A métrica aciona o alarme de que o ecossistema está degradado, mas não diz o local exato ou o motivo.
- Traces isolam a rota (Onde está acontecendo?): com o alerta disparado, entra em cena o rastreamento distribuído. Ao analisar o trace da requisição que apresentou lentidão, a equipe consegue visualizar toda a jornada da transação através da arquitetura. O trace aponta exatamente qual serviço, API de terceiros ou query de banco de dados causou o gargalo. O perímetro do problema é isolado.
- Logs revelam a causa raiz (Por que está acontecendo?): sabendo o ponto exato da falha, o time extrai o Trace ID correspondente e cruza com o sistema de logs. Em vez de ler milhares de linhas genéricas, analisa-se apenas os logs estruturados daquela fração de segundo e daquele serviço específico. O log entregará a narrativa final: uma falha de autenticação, um timeout ou uma linha de código quebrada.
É esse cruzamento direto da visão macro das métricas, passando pelo mapa de rotas do trace, até o detalhe microscópico do log, que transforma o monitoramento reativo em uma observabilidade proativa e inteligente, garantindo a resiliência contínua das aplicações.
O impacto dos pilares da observabilidade no seu negócio
É possível concluir que os logs, métricas e traces são os três pilares fundamentais da observabilidade. Eles oferecem insights vitais para entender e otimizar o desempenho dos sistemas de TI.
A Vericode apoia empresas na construção de uma estratégia de observabilidade mais madura, conectando logs, métricas e traces a práticas de SRE, governança e engenharia de software em escala. Com essa visão, é possível aumentar a confiabilidade, melhorar a previsibilidade operacional e reduzir o tempo de resposta a incidentes em ambientes cada vez mais complexos.
Dentre as soluções e serviços de última geração oferecidos pela Vericode, as ferramentas da Grafana não poderiam faltar. A Grafana é um dos stacks de monitoramento e observabilidade abertos e integráveis mais conhecidos do mundo.
Não importa se você está apenas começando ou já tem ferramentas implementadas, descubra como podemos ajudar suas equipes a entender mais sobre os pilares da observabilidade e a coletar, armazenar, visualizar e analisar dados de forma eficiente e eficaz.
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Perguntas Frequentes sobre os pilares de observabilidade
Quais são os 3 pilares da observabilidade?
Os três pilares fundamentais são Logs (registros detalhados e imutáveis de eventos), Métricas (dados quantitativos sobre a saúde e performance do sistema) e Traces (rastreamento contínuo do fluxo de requisições em arquiteturas distribuídas).
Qual a diferença entre monitoramento e observabilidade?
O monitoramento é uma abordagem reativa baseada em painéis que mostram se um sistema está falhando. A observabilidade é proativa e utiliza dados de telemetria para ajudar a engenharia a entender por que o sistema está falhando, mesmo em cenários inéditos.
Como os pilares ajudam na resolução de incidentes (MTTR)?
Eles criam um fluxo de investigação ágil: as métricas alertam sobre a anomalia (o quê), os traces mapeiam a rota e isolam o gargalo (onde), e os logs revelam a causa raiz exata da falha (por quê), reduzindo drasticamente o tempo médio de recuperação.
O que é OpenTelemetry?
É um projeto open-source que se consolidou como o padrão de mercado para a instrumentação e coleta unificada de telemetria (logs, métricas e traces), facilitando a análise em ferramentas diversas e evitando a dependência de um único fornecedor (vendor lock-in).